Dizer eu te amo e não ouvi-lo de volta

2. E tem disposição para ouvi-lo sem julgar Muitas vezes acontece de ele desabafar sobre seus problemas ou dificuldades com outras pessoas, mas você nunca o discrimina. 3. Você o incentiva a se superar Você torce por ele todos os dias para que consiga alcançar suas conquistas no trabalho, faculdade, ou nas questões pessoais. Não, não sendo exclusivo. Eu estou falando sobre o passo depois disso - você sabe, as três grandes palavras. Ninguém quer ser o primeiro a dizer eu te amo. Claro, é uma coisa bonita de se dizer para alguém, mas as pessoas têm medo de dizer isso. Eles estão preocupados com a rejeição ou arruinar o relacionamento. Descubra por que você quer dizer 'eu te amo'. Só dê esse passo se você se sentir assim de verdade. Não se declare só para ter mais segurança na relação ou para ouvi-lo dizer que também a ama. Nunca use essa frase para manipular o rapaz, prendê-lo ou consertar um erro seu. O melhor motivo para se declarar é o fato de simplesmente não conseguir mais esconder o sentimento e querer ... Eu quero envelhecer do seu lado, eu quero ser o velho mais chato que existe, mas eu quero estar do seu lado. Eu tenho é sorte de ter te encontrado! Eu te amo muito menininha, e vou te amar pra sempre, vou cuidar de você, te mimar, fazer suas vontades, te botar pra dormir e dizer que te amo em seu ouvido eternamente. Como dizer eu te amo. As cem maneiras que Louis encontrou de dizer a Harry que o amava. x.x.x. Você não sabia que era amor, mas de novo, o amor é realmente sorrateiro. A primeira vez que você o viu, pensou que ele era tão bonito que era até um pouco injusto. Dizer “eu te amo” e não ouvi-lo de volta pode impedir alguém de dizer “eu te amo” de novo. Mas não se preocupe, eu tenho você. 'Eu te amo' é um grande passo em qualquer relacionamento, e é principalmente porque tememos qual será a resposta.

Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2019.11.30 04:18 IWishIWasMoreLikeMe Galera, eu só quero falar um pouco sobre minha vida e sobre a situação ruim que passei hoje com meu pai

TLDR: Levantei o tom com meu pai que me tratou mal durante minha vida, acabei sendo enforcado, quero ajudá-lo a tratar essas emoções ruins que ele sente pois ele é uma boa pessoa, tenho medo que faça algo ruim a si mesmo antes que de fato se dê a chance que merece, meu pescoço está doendo um tanto e devo ir para o hospital(minha namorada me convenceu a ir). Vou tentar ajudá-lo, se não for possível, ajudarei minha mãe com a separação. Espero muito que as coisas deem certo.
Primeiramente, me desculpem caso esse tipo de post não devesse estar aqui, eu pretendia escrever em um local como relationship_advice mas em inglês talvez as coisas ficassem mais incompreesíveis do que já estão.
Procuro apenas visões sobre a situação em que me encontro, já ajudei bastante gente pela internet, é minha primeira vez procurando ajuda e me "expondo". Bem não quero escrever um mega texto, conforme os possíveis comentários eu posso ir oferecendo mais e melhores detalhes, mas aqui vai um tantinho sobre mim: Tenho 20+ anos, estudo de maneira autoditada sobre ciência da computação, desde pequeno gosto principalmente de computadores, linguagem e física, atualmente faço freelances em cybersecurity(consultoria, bug bounties e reversing de malware) e tento fazer o possível pra estudar um pouquinho a cada dia.
Consigo dinheiro para pagar minha internet, presentes pra minha namorada e as vezes sobra um tantinho também para investir, mas me sinto mais destruído a cada dia... Minha namorada que também é minha única amizade simplesmente tem sido tudo que me dá forças nos últimos 3 anos. Devo a ela grande parte do progresso que tenho tido em minha vida, caso ela veja isso, eu te amo muito meu anjo, muito obrigado.
Bem, meu pai tem 60+ anos, é aposentado pelo exército, e hoje trabalha como vigilante, madrugada sim, madrugada não. Tem duas filhas com outra mulher que o expulsou de casa(recentemente descobri que a mãe dele também o expulsou), porém ele ainda o envia dinheiro pra eles e paga o aluguel, até ano passado ele no papel ainda era casado com essa outra mulher, depois de muita luta minha mãe conseguiu a "União Estável"(A outra mulher ainda se achou no direito de tirar metade do pouco que ele tem...). Ele ajuda com as contas de luz, água e leva minha mãe no carro quando é preciso, as vezes resiste um pouco, mas nunca o vi negar isso.
Bem talvez já esteja óbvio, eu ainda moro com meus pais, e sinto que as coisas são mais difíceis do que o necessário há muito tempo, infelizmente grande parte da minha memória parece ter sido apagada, acredito que por conta da depressão que tive a partir de meus 13 anos e não ter tido amizades pra reforçar as lembranças... mas tenho lembranças de minha mãe chorando, deles brigando diariamente, meu pai insultando tanto a mim quanto ela, e nós sempre ficando calados diante dessas atitudes. Nós dois sempre vivemos com medo de errar, eu sempre vivi com medo de contrariá-lo e até de brincar com ele, mas eu tive o privilégio de conseguir viver mais tempo olhando pra uma tela e estudando, fugindo dessa realidade, já minha mãe teve e meio que ainda tem que conviver com ele diariamente(não tanto nos últimos tempos porque comprei um celular pra ela) uma cama pra finalmente conseguir dormir(o que claro deixou meu pai triste :\) e uma Smart TV(ela sempre quis uma), ela internou duas vezes nos últimos 4 meses por estar com fortes enxaquecas, o médico me puxou para um canto e me disse o que eu já suspeitava "Isso é psicológico, puro estresse"
Há pouco mais de 1 ano minha mãe me contou que meu pai anteriormente deu um soco nela, e no dia que ouvi isso eu simplesmente fiquei triste, eu não esperava isso dele, apesar das más experiências... na verdade eu até imaginava que algum dia ele podia partir para a violência, ele sempre foi muito raivoso, mas eu não consegui acreditar que isso já havia acontecido... Bem, meu pai sempre foi de acusar a gente de cometer erros, de fazer o que na verdade ele faz com a gente "Vocês xingam" nunca o xingamos... "Vocês não me deixam falar" Só comecei a interrompê-lo de um ano pra cá, mas já quis fazer isso incontáveis vezes no passado, quando ele não foi capaz de perceber que estávamos desconfortáveis com o que ele estava falando ou até em vezes que vi ele sendo injusto "Vocês não falam direito e querem que eu adivinhe" Logo adiante verão que ele quem fez isso hoje mais cedo... "Vocês querem me deixar louco" O que eu posso dizer que durante minha crise por volta dos 14 anos eu também desenvolvi uma paranóia aonde eu achava que todos queriam me fazer algum mal, todos eram inimigos, isso colaborou muito no meu isolamento, sem amizades, sozinho, apenas consumindo livros e passando muitas madrugadas ouvindo a mesma entrevista do Richard Feynman em loop. Bem, certo dia eu tirei coragem de algum canto, e nesse dia conheci o amor da minha vida, com ela aprendi e tenho aprendido como eu provavelmente cresci em um ambiente um tanto hostil... mas eu nunca levei essa ideia muito a sério...
Eu sempre fui chamado de burro, tanto pelas crianças a minha volta durante a infância, quanto pelo meu pai de diferentes maneiras, e confesso que eu de fato sou um tanto lentinho(apesar de minha mãe dizer que eu falo muito rápido), já fui chamado de "retardado" por uma professora de inglês e durante muito tempo eu fracassei miseravelmente em contas matemáticas porque eu simplesmente não entendia os "porquês" por trás das regras... mas na internet encontrei o necessário pra certo dia conseguir ser chamado de "inteligente" apesar de nunca ter buscado isso, apenas me distanciei das pessoas e fiquei estudando, foram duas professoras, de química e história, também deixei um professor de matemática muito orgulhoso com minha apresentação falando sobre os planetas do sistema solar e minha explicação sobre as equações descritivas da gravidade, ele foi o professor que despertou meu interesse por matemática, ele me explicou que existia lógica por trás das regrinhas, um dos melhores dias da minha vida
Já me consultei com quatro psiquiatras e uma psicóloga, mas foi no meu primeiro psiquiatra por volta dos 14 que eu acho que devo ter tido a dica de qual era meu real problema, naquele consultório eu chorei bastante nos momentos que ele perguntou sobre meu pai, infelizmente meus pais me tiraram de lá porque achavam que ele pensava demais ao invés de dar uma solução. "Ele é meio bobo" esse foi o comentário do meu pai sobre o médico, pode não parecer um comentário tão ruim, mas o "bobo" dele pra mim é algo já bastante carregado. Pois bem, estou escrevendo muito, tá quase uma copypasta isso... Indo direto ao ponto... eu subi num pé de laranja que temos atrás de casa, inclusive agradecendo por poder comer laranjas que meu pai cultiva, então ele entrou em casa irritado dizendo "Não entendo porque a mãe(sim ele chama a esposa de "mãe"...) faz certas coisas..."
Minha mãe então começou a retrucar "O que eu fiz?" "Qual foi meu erro?" E ele não estava (como de costume) comunicando diretamente o que ele viu de errado, não estava facilitando pra ela... ele tende a achar que os outros não merecem facilitação(porque ele diz que nunca teve)
Essa foi nossa segunda grande briga, na primeira vez eu levantei o tom com ele, choramos... nos abraçamos... eu falei pra ele como eu admirava ele apesar dos erros, e tentei dizer pra ele como ele precisava aprender a ser mais querido com sua esposa e começar a pedir desculpas... as coisas não mudaram muito
Bem, hoje eu resolvi me meter de novo nessa discussão deles "Qual o problema pai?" "Sua mãe disse que trocou a água dos cachorrinhos, eu fui lá e a panela não foi trocada" São cachorros pequenos que ficam no terreno nos fundos de casa
Eu acabei insistindo no fato dele ter demorado tanto pra falar o problema
"Tá mas por que você não falou logo qual era o problema pra mãe?"
"Não adianta, vocês querem me deixar louco" "Eu não quero te deixar louco, eu estou comendo laranja"
"Vão lá atrás os dois e vejam aonde tá a água"
E de fato minha mãe esqueceu de dar água para os cachorros, mas eu tentei tranquilizar a situação
"Tudo bem pai, a mãe errou faz parte, eu levo lá pra eles a água"
Eu o ouvi resmungando, e infelizmente eu já não lembro mais o que foi dito a partir daqui...
Mas quando eu voltei eu disse "Negativo!" com um tom de voz alto e levantando o dedo, eu sei que eu estava tentando mostrar pra ele como ele mais uma vez estava invertendo as coisas...
Meu pai se levantou, veio até mim e eu me afastei, meu pai continuou vindo até mim e eu o empurrei, foi então que ele começou a apertar meu pescoço... Eu coloquei minhas mãos no pescoço dele também e o empurrei pra longe Ele ficou dizendo "Quer me bater?" e eu fiquei dizendo que não, minha mãe se meteu no meio e ele ficou me olhando com raiva e acho que ele tentou mais uma vez vir pra cima de mim "Por que você fez isso?" "Você se acha mais forte do que eu!" Dessa vez ele estava levantando a voz e o dedo "Você já vem me ameaçando há muito tempo!" Eu disse pra ele que não, não era minha intenção ameaçá-lo, ele disse que eu o ameacei ao levantar o dedo e minha voz Pela... milésima vez escutei minha mãe dizer " Isso passou dos limites, não dá mais"
E bem... meu pai disse "Você ainda vai perder teu pai" e eu retruquei "E você ainda vai perder teu filho" Ele foi lá para os fundos, com as mãos nos ouvidos(ele costuma fazer isso) mas dessa vez como na primeira eu insisti... eu conversei com ele mais uma vez... ele chorou quando falei sobre o que eu acho que ele sente... choramos bastante Basicamente ele passou pelo mesmo abuso durante a infância e tem cometidos erros porque não teve um amigo pra lhe dizer as coisas que eu o tenho dito nesses últimos meses além de sempre ter se negado a ceder a um "idiota que não resolve nada" vulgo psicólogo, ele não é fã de pessoas "que se acham"... enquanto isso ele diz coisas como "Eu to sempre certo" Mas bem... nos abraçamos de novo, eu pedi desculpas por levantar o dedo e a voz com ele, ele botou as mãos no meu pescoço fazendo carinho e chorando e disse algo como "Você sabe que minhas mãos não querem te fazer mal"
Minha mãe tinha uma viagem pra ir... cancelou... a convenci de ir já que já estava paga e acredito que pode ser bom pra ela...
Meu pescoço dói bastante ainda, e minha mãe tirou fotos das marcas que ficaram(eu nem havia notado tais marcas, não costumo me olhar no espelho) Eu devo fazer BO? Dói pensar em fazer isso...
Eu não sei ao certo porque minha mãe não se separou dele, ela disse já ter tentado mas parece que "ele não sai, e eu não vou deixar minha casa" mas hoje eu tendo a achar que é por conta de eu ainda não ter um carro(tentei tirar a CNH mas a porcaria do carro no dia da prova deu problema nas 4 semanas que fui, por sermos uma família não comunicativa nem sequer processamos a auto-escola(meu pai pagou as aulas))
Bem... por enquanto é isso jovens, estou com medo, bastante triste, mas com esperança de que posso conseguir ajudar meu pai a resolver os problemas que ele não resolveu até hoje. Eu quero ele bem, só tenho medo de não estar vendo as coisas como talvez eu deveria... Eu disse pra ele que não vou relevar esse dia acima da boa pessoa que sei que ele é, meus pais não se amam mais, eu disse isso pra ele, ele parece ter concordado com essa afirmação. É uma situação aonde duas pessoas boas juntas se tornaram ruins, e infelizmente eu estou no meio dessa confusão. No momento vejo dois caminhos possíveis, eu início o "tratamento" dele conversando com ele como nunca fizemos antes na esperança dele considerar ajuda profissional, e caso eu não veja isso como possível, farei o possível pra ajudar minha mãe a se separar dele. É
Obrigado de verdade por ler um pouco sobre mim, desculpe pelo péssimo texto, cabeça tá meio zoada.
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2016.05.12 19:54 marcusbright Uma odisseia - Como consegui bolsas de estudo para os EUA, França & Austrália. Texto longo.

RESUMO:
Nasci em São Luís do Maranhão, e sempre quis trabalhar com cinema. Em 2010 consegui uma bolsa de estudos 100% para estudar em uma das 10 melhores escolas de cinema dos EUA. Em 2014 retornei para o Brasil, e voltarei para os EUA em Agosto para cursar Mestrado na mesma universidade, também com bolsa integral. Desta vez o plano é ficar por lá e conseguir residência fixa.
 
Sempre que falo que estudei nos EUA recebo as mesmas perguntas. Deixo aqui um apanhado das minhas experiências nos últimos 10 anos em relação à estudar fora. Já existem vários guias onlines sobre o assunto, mas são quase todos genéricos e não abordam as questões específicas. Por isso, vou ser bem detalhista neste relato, que deve fica bem longo.
Além do mais, muitas vezes a conversa online se resume em “Casei com uma Americana” ou “Tenho cidadania europeia.” O que, sejamos sinceros, não ajuda muito quem não tem essas coisas. O meu caminho foi o do estudo, e é um caminho que, em teoria, todos podem seguir.
 
Esse relato é específico para O MEU CASO. Você pode conseguir uma bolsa de um jeito COMPLETAMENTE DIFERENTE, que desconheço. Posto minha experiência aqui para servir como REFERÊNCIA de como foi que funcionou pra mim e como foi minha vida durante o processo. Também dividi o texto em seções para facilitar a leitura de quem procurar um assunto específico.
 
MEU BACKGROUND
Sou de família classe média, filho de dois professores. Então, até mesmo por influência dos meus pais, sempre tive um foco muito grande na minha educação. Sempre fui nerd. Gostava de ler e passava horas na Wikipédia caçando links e definições. Credito à essa curiosidade e vontade de ir atrás de informação todo o sucesso que tive na vida. Creio inclusive ser um perfil bem comum aqui no Reddit, visto que têm uma predominância muito grande de pessoas autodidatas, especialmente programadores, e pessoas que geralmente procuram se manter bem informadas.
Se você for rico, pra ser sincero, ir pra fora não é um problema. Existem mil maneiras. Entrar numa universidade qualquer lá fora não é difícil (com exceção das top, claro).
O difícil é pagar.
 
MINHA DECISÃO
Sempre quis fazer cinema. Sempre mesmo. Não tenho memória de nenhum momento na minha vida em que este não fosse meu sonho. Mas foi quando eu tinha uns 10 anos que concretizei meu objetivo: “Quero ser diretor de cinema”. Assistindo entrevistas com meus diretores favoritos na época, ficou claro que todos eles tinham feito curso superior na área. Nos anos seguintes, começei a ficar mais consciente dos cursos de cinema no Brasil, e os que mais me chamaram atenção foram os da USP e da FAAP, considerados os melhores do país. Mas algumas coisas me incomodavam no geral:
 
  1. Os cursos brasileiros eram em grande parte extremamente teóricos. Amo teoria, mas acredito que ela deve informar a prática e vice-versa.
  2. No Brasil, cinema tende a ser uma concentração nos cursos de Comunicação. Lá fora são cursos específicos de Cinema.
  3. Equipamento e instalações defasados.
  4. A indústria cinematográfica no Brasil não era praticamente nada comparada à de outros países.
  5. Aquele povo chato de humanas (sou de esquerda, mas pfv né?)
 
E, claro, eram todos cursos muito longe de São Luís, MA. Pensei: “Porra, São Paulo e Los Angeles são ambos longe pra cacete, vou tentar ir pra LA logo.”
 
ENSINO MÉDIO
Durante o EM, começei a focar minhas atenções acadêmicas no cinema. Começei a comprar livros e estudar muito a respeito de roteiro, decupagem, fotografia, edição, em fim, a me aprofundar no assunto.
Na escola, convenci minha professora de Redação a me deixar escrever roteiros de curtas ao invés daquelas redações insossas. Para minha surpresa, ela concordou.
Eu era muito caseiro e apegado à família. Quando expressei vontade de estudar fora, ambos meus pais acharam que eu devia fazer um intercâmbio de curta-duração antes, pra crescer um pouco e aprender a me virar sozinho.
No começo a gente ficou meio receoso do investimento, mas acabou que não foi tão caro e meus pais tinham um dinheiro guardado. Acabei concordando e fui parar no Kansas por um ano letivo.
Não tinha nada pra fazer no Kansas em termos de cinema. Mas fui bem na escola, e me dediquei muito à História Americana . Também participei de muitas atividades extracurriculares. Participei do clube de competição de trivia, robótica, estudos avançados, etc.
Também fiz o SAT e o ACT, que são os ENEMs americanos (ambos se focam em matemática e inglês) usados para ingressar nas faculdades. Fui medíocre em ambos. Fiquei no nível da média nacional.
Terminei o ensino médio no Kansas e voltei pro Brasil em 2008 com um diploma americano.
 
O PROCESSO
“E agora?”
Foi essa a pergunta que eu fiz. Estava de volta no Brasil, formado no Ensino Médio. Como chegar nos EUA?
 
OS OBSTÁCULOS
Comecei a entrar em sites de universidades americanas e me familiarizar com os termos, processos de admissão, assim como procurar as melhores escolas de cinema. Queria ter feito isso antes. Era tudo muito confuso. Termos como admissions, financial aid, scholarships, fellowships, tuition and fees, eram completamente estrangeiros pra mim.
 
Mas logo ficou claro que eu tinha dois obstáculos à superar:
 
  1. Ser aceito em uma boa escola de cinema.
  2. Pagar uma boa escola de cinema. A anuidade das grandes universidades giravam em torno de 40.000 dólares. O salário dos meus pais não chega nem perto disso, nem o que eu ganhava como freelancer. Eu precisava de uma bolsa 100% da anuidade, e as despesas pessoais (moradia, alimentação, transporte) a gente podia economizar durante um ano pra pagar.
 
Para deixar claro: o preço é esse mesmo, e hoje está até mais alto. E isso não é só pra estrangeiro não. Americanos também pagam essa soma ridícula. A diferença é que eles recebem bolsas do governo federal e podem tirar empréstimo estudantis com os bancos. Não é raro para os Americanos se formarem com dezenas (até centenas!) de milhares de dólares em dívida. De fato, essa é uma pauta cada vez mais quente, e muitos estão preocupados com essa bolha de empréstimos estudantil.
 
Nós, brazucas, não podemos receber auxilio federal e também não podemos tirar empréstimos nos bancos lá (a não ser que você tenha um fiador que seja cidadão Americano).
 
Eu não tinha nenhum fiador, e nem queria passar décadas da minha vida em dívida, então sobraram 2 opções:
 
  1. Conseguir uma bolsa 100% da própria universidade
  2. Conseguir uma bolsa 100% de instituições privadas.
 
CONSEGUIR BOLSA DA PRÓPRIA UNIVERSIDADE
Que eu saiba, todas as universidades americanas oferecem bolsas de estudos. Mas são majoritariamente bolsas parciais. Bolsas de 2, 5, 10 mil dólares. Bolsas integrais são o santo-graal das bolsas de estudos.
E aqui começa o primeiro empecilho sério pros brazucas.
Para ser considerado para bolsas de estudo, você precisa ser aceito na universidade.
Para ser aceito na universidade, você precisa provar que pode pagar por ela.
É isso aí, catch-22 total.
Você precisa provar pra escola que tem grana no banco suficiente pra te sustentar durante o primeiro ano de estudos (anuidade, estadia, alimentação, saúde). Isso é um requerimento do Departamento de Estado Americano. Só assim a escola pode te aceitar e emitir o I-20, documento que você leva na embaixada pra tirar o visto de estudante.
Já ouvi falar de gente que pede pra parente rico enviar um extrato bancário e coisas do tipo, só pra ser aceito e ser considerado pra bolsa. Eu não conhecia ninguém rico, e nem tenho a cara-de-pau de pedir algo assim.
 
Apenas 5 universidades são exceção. Atualmente estas aceitam qualquer estudante estrangeiro e se comprometem de cara a cobrir todos os gastos necessário para os estudos.
 
  1. Amherst College
  2. Harvard University
  3. Massachusetts Institute of Technology
  4. Princeton University
  5. Yale University
 
Estas são as cinco universidades que são need-blind e full-need para estrangeiros.
 
*Need-blind: não pedem prova de que você pode pagar.
*Full-need: se comprometem a cobrir toda sua necessidade financeira.
 
Infelizmente nenhuma destas universidades têm curso de Cinema. Então nem considerei.
 
CONSEGUIR BOLSA DE INSTITUIÇÃO PRIVADA
Se você não conseguir ser aceito com bolsa diretamente na universidade, a solução é ir procurar em instituições privadas.
Existem várias instituições com programa de bolsas. Desde empresas que financiam a educação para seus empregados e filhos de empregados, até fundações filantrópicas.
 
Aqui no Brasil, acho que a mais famosa é o Programa de Bolsas da Fundação Estudar: https://bolsas.estudar.org.b
 
O processo é muito chato e têm várias etapas. Entrevista por Skype, Entrevista em pessoa, Dinamicas de grupo (argh!), etc. É uma putaria sem fim. Sem contar que é tudo feito no eixo RJ-SP, ou seja, eu teria que pegar um vôo pra SP pra participar de cada etapa (que ocorrem ao longo de vários meses). Mas o que mais me irritou foi que não divulgavam os valores da bolsa. Podia ser integral, podia ser parcial. Mesmo que eu fizesse todas as etapas e ainda fosse um dos contemplados, ainda podia acabar com uma bolsa de só 20%. Ainda teria que arcar com o resto. Sem chance. Se você mora nessa região e não precisa se locomover muito para participar das etapas de seleção, pode ser uma boa. Eu nem tentei.
 
Outras fontes para encontrar bolsas são a Universia: http://bolsas.universia.com.b
O Rotary também oferece bolsas, mas não conheço detalhes: http://www.bolsas.academicis.org/2014/03/rotary-internacional-oferece-bolsas-de.html
 
E, finalmente, descobri o Programa de Bolsas do IBEU/IIE: http://portal.ibeu.org.bsou-ibeu/estude-nos-eua/ibeuiie/
 
O programa contemplava alunos de todas as áreas, guiava os alunos por todo o processo de admissão nas universidades, e articulava bolsas com as próprias escolas (hoje o site diz que são só bolsas parciais, mas tenho a impressão que é só para não dar falsas esperanças…)
O processo todo podia ser feito à distância, e eu só precisaria ir pro RJ para uma entrevista caso fosse um dos finalistas.
 
Ótimo. Me inscrevi.
 
Precisei enviar uma série de redações (essays) e testes acadêmicos. Listo abaixo cada dos itens.
 
  1. Study Objective: Esta é a sua Carta de Intenção. Você precisa delinear os seus objetivos acadêmicos. Qual curso quer fazer? Qual especialização? Por quê? Como você vai colocar esse conhecimento em prática na sua carreira? Você têm experiência relevante na área? Explique.
  2. Biographical Essay: Basicamente a história da tua vida. Onde você nasceu, seus pais, família, figuras que te influenciaram, eventos que marcaram sua vida e o tornaram a pessoa que você é hoje.
  3. Personal Essay: Essa é uma carta pessoal. O objetivo é mostrar para o comitê de seleção quem você é como pessoal, não aluno. Você pode falar de uma experiência importante na sua vida, um risco alto que você tomou, alguma questão local, nacional ou internacional que seja de grande importância para você; algum filme, livro ou obra de arte que deixou uma profunda marca em você, ou algum tópico de sua escolha.
  4. Cartas de recomendação: 3 cartas de professores, chefes de trabalho ou colegas de profissão.
  5. TOEFL: O teste de inglês usado para entrar em todas universidades americanas. Meu inglês já era fluente, mas precisei pegar um vôo para Belém para fazer a prova (não era realizada em São Luís).
  6. SAT: Esta prova eu já tinha feito no Kansas. Eu não tinha ido bem, mas não tinha grana pra fazer de novo. Custa caro. Então usei a minha nota baixa mesmo.
  7. 3 SAT SUBJECTs: Esta são provas complementares do SAT que se focam em diferentes disciplinas. Você precisa fazer 3 disciplinas. Tive que ir pra Brasília fazer estas... Escolhi fazer as provas de História Americana (achei que impressionaria o comitê), Biologia (meus pais são professores de biologia. Então foi sussa) e Espanhol (nunca tive aula de Espanhol. Mas depois de fazer um simulado percebi como a prova era fácil. Quase fechei. E fiquei parecendo trilíngue).
 
Depois de meses de ansiedade, recebi o e-mail comunicando que eu era um finalista e estava convocado para a entrevista no RJ.
 
Compareci à entrevista, super nervoso. Me perguntaram sobre várias coisas que mencionei nas redações, e no final me informaram que eu tinha feito tudo completamente errado na Personal Essay. Era pra escrever uma coisa pessoal mesmo, tipo, algo que você escreveria num diário ou uma carta para um amigo. Eu tinha escrito um ensaio sobre o status do cinema como literatura do séc XX… Eles me explicaram como era pra fazer e mandar de novo (e fizeram questão de dizer que acharam o ensaio muito interessante).
Na saida, retardado como sou, nervoso pra cacete, digo “Tchau. Boa Noite.” Era 1h da tarde.
 
Semana seguinte recebo a lista dos 15 selecionados, e vejo meu nome na lista. Aí começa o processo de seleção de universidade.
 
ESCOLHENDO A UNIVERSIDADE
O IBEU, que trabalha como representante do IIE (Institute of International Education), pede uma lista das universidades em que eu quero tentar ingressar. Eu, claro, dou a lista das melhores escolhas de cinema que conhecia. UCLA, USC, NYU e Columbia.
O IIE olha as minhas escolhas, olha as minhas notas, redações, testes, etc. e dá um parecer, tipo: “A USC é muito mesquinha com bolsas, e suas notas não são boas o suficiente. Ou, a NYU não dá bolsa nenhuma.”
 
Ao final, disseram basicamente que eu não tinha chances em nenhuma dessas escolas. Fiquei bem chateado. Mas eles ofereçeram uma lista de escolas mais de acordo com meu perfil, onde eu tinha mais chances de ser aceito com bolsa. Uma dessas escolas era a Chapman University, e procurando online logo descobri ser uma das 10 melhores dos EUA.
 
Acabei tentando minha sorte na Chapman e algumas outras de menos calibre. Acho que ao todo tentei em 6 universidades.
Fui aceito em 5 universidades, e recebi oferta de bolsas nas 5. Duas destas cinco eram 100% da anuidade. E uma destas era a Chapman. De longe a melhor escola na minha lista.
Foi assim que fui estudar cinema nos EUA em 2010. Ao todo, levei dois anos entre terminar o Ensino Médio e começar o Superior. Nesses dois anos, não tentei entrar numa escola brasileira e nem arranjei emprego fixo. Trabalhei em projetos pessoais e freelancer, fazendo curtas, escrevendo roteiros, editando projetos, construindo portfolio.
 
Reconheço que fui incrivelmente abençoado por pais que deixaram o filho passar DOIS ANOS seguindo um sonho impossível, e sei que nem todos têm esse privilégio. Se você ainda está cursando o EM, recomendo tentar já. O ciclo de admissões para as universidades Americanas leva o ano inteiro.
 
A FRANÇA ENTRA NA HISTÓRIA
Em 2010 começei meus estudos na Califórnia. Assim que cheguei na escola, percebi que ela tinha um programa de estudos no exterior muito forte. Cerca de metade dos alunos passavam pelo menos um semestre no exterior.
Conferindo a lista de programas e escolas parceiras, vi que a Chapman tinha parceria com uma escola em Cannes, na França. Um semestre, culminando com um estágio no Festival de Cannes. E o melhor, a minha bolsa da Chapman era transferível para a escola na França. Eu só precisava pagar a passagem aérea.
 
Conversei com meus professores e orientadores e tracei todas as disciplinas que eu cursaria em cada semestre ao longo de 4 anos. Queria garantir que passar um semestre no exterior não atrasaria minha graduação. Isso é importantíssimo, já que as bolsas Americanas são renováveis por no máximo 4 anos.
Planejei com 1 ano e meio de antecedência. Comecei a fazer aulas de Francês na própria Chapman (essas aulas contavam como optativas), e em 2012 fui pra Cannes falando um Francês intermediário-baixo. Passei 6 meses estudando um intensivo da língua, história da arte francesa, e viajando pela Europa.
 
DE VOLTA PARA OS EUA E PREPARAÇÃO PARA MESTRADO
Em Agosto de 2012 estava de volta na Califórnia.
À essa altura eu já estava pensando no que fazer após a graduação, já que o visto ia expirar e eu queria continuar nos EUA.
Não é fácil. Após a graduação você pode passar 1 ano numa autorização de trabalho provisória chamada OPT (Optional Practical Training). Basicamente, vc se forma e tem um ano pra adquirir experiencia de trabalho antes do seu visto expirar (2 anos em caso de ser aluno STEM).
Depois disso, pra continuar com visto de trabalho, vc precisa ter uma empresa disposta a te patrocinar e te contratar em tempo integral. É um processo caro e chato, então a empresa tem que gostar muito de você pra passar por isso. Cinema é uma área de freelancers. Então a possibilidade de conseguir uma empresa disposta a te contratar num salário fixo, em tempo integral, é muito baixa.
 
Ficou claro, por diversas razões, que é muito mais fácil conseguir isso se você tem um Mestrado, e ru já queria fazer Mestrado mesmo. Minha educação sempre foi motivo de orgulho e prazer, então um Mestrado sempre foi certeza.
 
Decidi: “Vou fazer Mestrado.”
À essa altura, eu precisava declarar uma concentração no curso de Bacharel. Uma especialidade (roteiro, fotografia, etc.) Era muito importante me formar em algo que serviria como BASE para desenvolver trabalhos numa pós. Isso é importantíssimos pros Americano. Se você quer fazer pós em Direito, por exemplo, faça graduação em Relações Internacionais, ou História, ou Literatura. Também era importante ser algo que eu pudesse usar para pagar as contas, fazer meus próprios filmes. Enfim, ser auto-suficiente.
 
Declarei meu Bacharel em Animação e Efeitos Visuais, com esperança de fazer Mestrado em Direção e Roteiro Cinematográfico.
A partir de então, eu fiz TUDO que pudesse para me tornar um bom candidato para curso de Mestrado. As famosas atividades extracurriculares. Escrevi críticas de filmes para o jornal da escola. Trabalhei como Supervisor de Efeitos Visuais em vários projetos de amigos (um inclusive venceu um BAFTA). Me inscrevi em um programa educacional da Chapman que me permitiu escrever um roteiro de longa metragem sob a mentoria de uma produtora vencedora do Oscar. Fiz disciplinas optativas em Lógica, Filosofia, História, Teoria do Cinema, Inglês, enfim, tudo tudo tudo. Fui tesoureiro de um clube acadêmico e ajudei a organizar eventos.
 
A FULBRIGHT
Em 2014 retornei ao Brasil. Foi uma decisão dificílima de fazer, e muitas vezes achei ter cometido um erro terrível. Qualquer pessoa com bom senso teria ficado nos EUA com o OPT e ralado para encontrar um emprego qualquer e torcer pra conseguir um visto. Eu nunca gostei de torcer pra nada, sempre minimizar o acaso. Achei que tinha mais chances de conseguir uma bolsa pra Mestrado do Brasil do que um trabalho nos EUA.
A minha grande esperança era a Bolsa Fulbright: http://fulbright.org.bbolsas-para-brasileiros/
Pra quem não sabe, o Programa Fulbright é o mais prestigioso programa de bolsas dos Estados Unidos. Eles dão bolsas para Americanos estudarem fora e para estrangeiros estudarem nos EUA. 54 bolsistas chegaram a ganhar o Prêmio Nobel. 82 chegaram a levar o Pulitzer.
A Fulbright têm um programa específicos para Brasileiros que querem cursar Mestrado em Cinema nos EUA. O processo é praticamente idêntico ao do IBEU (ambos são coordenados pelo IIE). Esse programa era meu alvo.
E o melhor, a Fulbright oferecia, em conjunto com a CAPES, além da anuidade: seguro saúde, transporte aéreo e bolsa manutenção. É o sonho.
Então enviei minha inscrição pra Fulbright.
 
Não passei nem para as etapas finais. Fui eliminado quase de cara.
 
Passei duas semanas deprimido. “Voltei pro Brasil só pra conseguir essa bolsa e falhei.” Encarei a realidade. Tinha perdido minha chance de ficar nos EUA. De volta à estaca zero. Me mudei para São Paulo pra tentar tocar a vida como animador ou algo da área.
Ao mesmo tempo, comecei a procurar programa de bolsas para terminar meus estudos em outros países. Depois de ver a qualidade do ensino lá fora, não queria mesmo estudar cinema no Brasil.
 
PRÊMIOS CHEVENING, ENDEAVOUR & ORANGE TULIP
Como os EUA têm a Fulbright e o Brasil tem a CAPES, imaginei que outros países deviam ter orgãos similares. Fui procurar e descobri que o Reino Unido tem o Chevening Award, a Austrália têm o Endeavour Award, e a Holanda têm o Orange Tulip.
Todos são basicamente a mesma coisa. O mesmo tipo de processo. Bolsas de Pós para facilitar o enriquecimento mútuo entre ambas nações.
 
O Chevening Award requer uma experiencia prévia muito grande na área de trabalho, e eu era apenas um recém-formado. Como a Fulbright, cobre praticamente tudo, incluindo ajuda de custo para materiais acadêmicos, custo da tese de mestrado, taxa do visto e alojamento, entre outros. http://www.chevening.org/brazil
 
O Orange Tulip é um pouco mais limitado. Criado em 2012, o programa oferece bolsas com valores fixos para cursos e disciplinas pré-aprovados. https://www.nesobrazil.org/bolsas-de-estudo/orange-tulip-scholarship
 
O Endeavour Award é diferente. Aceita alunos de todas as áreas. Alunos de curso profissionalizante recebem 50% da anuidade. Alunos de curso de Mestrado ou Doutorado recebem 100% da anuidade. Todos recebem passagem aérea, ajuda de custo de alojamento, bolsa manutenção (3.000 dólares por mês), seguro saúde e seguro viagem. https://internationaleducation.gov.au/Endeavour%20program/Scholarships-and-Fellowships/Pages/default.aspx
 
Mandei minha inscrição para a Endeavour, listando todas aquelas atividades extracurriculares que realizei, meus projetos, honras, prêmios, etc. Qualquer crédito que eu tivesse. E comecei a rezar.
5 meses depois recebo a notícia: Consegui a bolsa de 50% para um curso profissionalizante.
 
UM PRÊMIO MUDA TUDO
Pouco antes de receber a notícia da Endeavour, recebi outra notícia boa: O filme que fiz como TCC no curso na Chapman havia vencido um prêmio importantíssimo. Com esse prêmio, a Chapman me ofereceu outra bolsa integral para voltar e realizar meu Mestrado lá.
 
E isso me forçou a fazer certas escolhas difíceis. Agora eu precisava escolher entre voltar pros EUA, prum curso ótimo, mas custo de vida alto, ou pra Austrália, prum curso relativamente fraco, mas com bastante ajuda de custo.
 
Eu não queria voltar pra Chapman pro meu Mestrado. Até por pura questão de experiência, eu queria explorar um ambiente novo.
Mas…. beggars can’t be choosers. Além do mais, eu já tinha uma base na Chapman, de amigos, professores, administradores, reitores, que seriam uma imensa ajuda na hora de conseguir um emprego e conseguir um visto ou green card.
 
Por isso, rejeitei a oferta da Endeavour e aceitei a da Chapman.
Volto pra lá em Agosto pra começar meu Mestrado em Direção Cinematográfica.
 
E é isso.
 
CONCLUSÃO
Ufa! Não achei que fosse ser tão longo.
Ao longo desses anos, 3 coisas foram essenciais e me permitiram aproveitar as oportunidades quando estas apareciam.
 
  1. Planejar a longo prazo
  2. Apoio dos pais para me concentrar 100% nesses objetivos. Tive o luxo de não ter outras preocupações.
  3. Uma sede de informação. Foram muitos, muitos e-mails, sites e ligações telefônicas pra conseguir toda essa informação.
 
É possível que algumas coisas não estejam tão claras no texto quanto estavam na minha cabeça. Vou deixar o post aqui e continuar respondendo caso haja mais duvidas. Qualquer coisa edito o post pra atualizar.
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